segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ERA UMA VEZ | EDITORA ILLUMINARE | RESENHA



Título: Era uma vez | Autores: 16 | Editora: Illuminare
Ano: 2017 | Páginas: 62 | Nota: ★★★★★

Olá !!! Fico muito feliz compartilhar com vocês essa indicação de leitura na qual eu também faço parte como uma das co-autoras. Foi resultado de uma seleção de antologias organizada por Rô Mierling através da Editora Illuminare. Essa é uma das minhas novas publicações e aqui vou contar um pouco de cada conto, miniconto e microconto. Vamos começar???

SINOPSE
Um livro sobre contos de fadas, lendas, origem de família, situações reais, histórias contadas de geração à geração. 16 autores compartilhando seus contos dos mais variados temas que vai emocionar, divertir e entreter os leitores.




LISTA DE CONTOS
= resumos =

1. Dores - Bruno Sérvulo
Conta sobre Maria das Dores que está dando à luz a um bebê em um beco escuro, sente as dores, sofre e não vê um outro jeito para resolver seu grande problema.

2. A fada e a criatura - Carlos Asa
A pequena Adriana só queria sua varinha para continuar brincando, mas ela se quebrou, e alguém vai ensinar a ela através de uma historinha que podemos conquistar a amizade de alguém quando e onde menos esperamos.

3. Erros e acertos - Carlos Antônio Mendes
Um professor se torna inspiração e o sentido na vida de um aluno para continuar acreditando em si mesmo. Um ótimo exemplo de como podemos influenciar de forma positiva a vida de outro.

4. O pomar proibido - Cecília Torres
Em 1949, aconteceu um romance proibido entre Lucélia, filha do dono do sitio e João Pedro, filho caseiro. O resultado de revolta e incompreensão pode ser ter um terrível desfecho.  

5. Pagamento - Edson Guimarães
Se passa durante o período do Brasil colônia, em uma viagem que transporta escravos dentro de um navio. Ao fim, o pagamento pelo seu serviço e um recomeço e novas terras às custas de uma terrível realidade. 

 6. Jó Ana, a noiva - Eloisa Pereira de Alcântara
Jó Ana conheceu Iago ainda durante a época de escola e planejou seu futuro, um lindo casamento mas nem sempre as coisas sai como planejamos e a vida e Iago pode pregar grandes peças a Jó Ana. a eterna noiva.

7. Quando os sonhos se tornam realidade - Lorena Caribé
A personagem principal passa a ter sonhos que a levam a um reino onde se torna a rainha e quando desperta volta a sua vida normal, até que descobre estar grávida e o que antes era apenas um sonho, muda completamente sua realidade.

8. Berenice e as histórias para dormir - Marciele Goetzke
Berenice sempre ouvia historinhas antes de dormir e se perguntava se aquilo tudo realmente existia, até ela ter certeza. Agora ela precisava contar uma versão para sua mãe.

9. O porão - Paz Guerreiro
Havia uma história na região de uma moça teria se apaixonado por um escravo, ficado grávida e tinham morrido em um porão por causa da vingança do pai da moça, desde então uma árvore acima do local onde tudo teria acontecido, nunca dava flores. Assim como Mel, uma moça que vivia sob a visão do seu pai, também se apaixonou por um misterioso cavaleiro e puderam viver esse amor mesmo com todos os obstáculos.

10. Um jovem sonhador - Pedro Januário
Wayne era um rapaz com poucos recursos mas com grande habilidades, pouco à pouco ele vai conseguindo consertar aparelhos até ter uma grande oportunidade e poder ajudar sua família. Tudo porque ele continuou acreditando e o "acaso" ajudando.

11. A travessia do mundo novo - Sonia J. Anastácio S. Oliveira
O autor compartilha a história de sua família de origem italiana que chegou ao Brasil com a esperança de melhores condições de vida, fugindo da crise econômica na Europa e indo trabalhar nas fazendas em São Paulo. Relata os contos que ouviam sobre casos de assombração que ouvia que era mais real do que podiam imaginar.

12. Um bom amigo - Vitor Luiz Leite
Guilherme começou no novo emprego e vê no seu chefe João, um grande amigo. ele termina se envolvendo com a mulher dele sem saber. João desconfia que sua mulher trai mas não sabe com quem, pede ajuda do seu melhor amigo.


MICROCONTOS

Fernando Bins
São 15 microcontos que fala sobre sentimentos, amor, reconhecimento, realizações e fatos reais que podem acontecer em nossas vidas.

Fernando Nunes
São 15 microcontos que retratam situações reais, as desilusões, o descaso, o lado negro das pessoas, aquelas que se entregam as drogas, ou que perde a vontade de viver, ou se deixam vencer pela vida.

Gustavo Cruz
São 9 microcontos sobre temas variados. Um mendigo das ruas, um casamento que não deu certo, um homem que não se enquadrava com aos padrões, alguém que passa por um momento difícil, uma criança que tem premonições, um zumbi que relembra os velhos tempos, alguém que decide ver o que aconteceria de liga 666, uma mulher que decide comprar um produto e simplesmente não gosta, ou a certeza da morte que se aproxima a todos nós. 

MINICONTOS

Armação de búzios - Gentil Garcia
o personagem preferia navegar nas páginas do livro

Belem Novo - Gentil Garcia
Um volume dedicado a Belem novo, um bairro

Partenon de Porto Alegre - Gentil Garcia
recorda o tempo que viveu no bairro durante sua infância

A volta do mercado - Gentil Garcia
Relembrando o tempo que ainda tinham seus pais por perto e agora sua nova realidade

A visita da realidade - Gentil Garcia
Veem o mundo se desfazendo e a realidade dura chegando a todos




Achei a leitura bem interessante com histórias das mais variadas, desde os mais inocentes contos que as crianças escutam à noite, desde histórias reais vividas todos dias, origem de família, lendas, até aquelas mais fantasiosas e engraçadas. Gostaria de parabenizar a todos os participantes pelo trabalho e criatividade. Fico muito feliz em fazer parte desse grupo. Desejo muita sorte !!!  


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O ESTRANHO CONTATO | AUTORA: KELLY SHIMOHIRO | RESENHA



Título: O estranho contato | Autora: Kelly Shimohiro | Editora: Empíreo
Ano: 2015 | Páginas: 208 | Nota: ★★★★★
Veja no Skoob | Compre: aqui 

Olá pessoal !!! Dessa vez apresento para vocês o livro Estranho contato da autora Kelly Shimohiro que recebi em parceria. Fico muito contente em poder compartilhar essa indicação de leitura. Espero que vocês também gostem...
SINOPSE
Ágatha Guiller é uma garota de 19 anos entediada com a vida. Mas, com a chegada de um parente desconhecido e distante, vê tudo virar de cabeça para baixo. Tudo fica ainda mais confuso, e até um pouco perigoso, quando ela passa a enfrentar a morte e começa a compreender os segredos que conectam todos os seres. Para ela, nada importa mais do que Tom. Ela está apaixonada e fascinada pelo mundo dele. em nome dessa paixão está disposta a qualquer coisa, mesmo que isso signifique abandonar todo o resto para sempre.

O livro conta a história de Ágatha Guiller, uma garota de 19 anos que não sabe qual profissão seguir e acha sua vida muito entediante. Até que começa a ter sonhos recorrentes sobre um garoto que para sua surpresa é o mesmo que vem se hospedar na sua casa. Tom é um parente distante e que por incrível que pareça para ela, sabe sobre seus sonhos. 

Assim como chegou, ele também precisa partir e Ágatha decide segui-lo, Tom tornou tornou aquele sentido que ela precisava para sua vida. Logo, eles embarcam em uma aventura em busca de respostas para o que está acontecendo e acaba entrando em um mundo novo, cheio de aventuras e coisas incríveis, porém muito perigosas.

“Talvez sonhos sejam só sonhos, fantasias sem sentido... ou uma confusão do inconsciente, cheia de símbolos e ilusão. E de desejo (...)mas talvez eles não sejam só isso, talvez eles realmente possam se tornar reais.” 

Essa história nos traz muitos ensinamentos. Nos mostra que não podemos desistir de quem somos, que não podemos abandonar nossos sonhos pois um dia vamos perceber que apesar de tudo, valeu a pena. Nos ensina também que precisamos amar as pessoas mesmo em meio a tantas diferenças. E que principalmente precisamos respeitar e valorizar a nossa família e as pessoas nos ama de verdade. Coisas extraordinárias podem acontecer se tivermos coragem de acreditar e não desistir. 

Gostei bastante da leitura. Sou fã desse gênero de romance, fantasia, ficção científica. Desde o primeiro capítulo, a história me conquistou e me fez querer saber mais e mais, entender de onde vinham os sonhos de Ágatha e até onde eles iriam nos levar. Achei que a narrativa foi muito bem construída e que prende até o final do livro. O desfecho foi surpreendente. Ficaria muito contente se houvesse uma continuação. Parabenizo a autora pelo ótimo trabalho e desejo muita sorte nessa sua nova carreira. 


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SOBRE A AUTORA


Kelly Shimohiro nasceu em Maringá – PR, mas hoje reside em Londrina. Formada em psicologia, trabalhou muito tempo conhecendo as realidades tão diversas, mundos paralelos que cada pessoa  constrói para si. Ama literatura e O Estranho Contato é o seu único livro lançado até o momento. Escrever é meu pedaço de pão. Ler mata minha sede, que sempre aumenta. Gosto também das conversas, de olhos acesos e de quem põe os tijolos no mundo, um a um. Sigo pelo fantástico, porque se você olhar direito, é sempre fantástico. Fazer o Irmãs de Palavra é um caminho desses, magia. Escrever O Estranho Contato foi o pulo no escuro. E agora, PalavrasPalavrasPalavras – e toda coragem da imaginação!







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DIAS NUBLADOS | AUTORA: DANY FRAN | RESENHA



Título: Dias nublados | Autora: Dany Fran | Editora: Empíreo
Ano: 2015 | Páginas: 276 | Nota: ★★★★★
Veja no Skoob | Compre: aqui

Olá !!! Gostaria apresentar para vocês o livro Dias nublados da autora Dany Fran que recebi em parceria. Fico muito contente em poder compartilhar essa indicação de leituras. Espero que vocês também gostem...

SINOPSE
Às 8h55, de uma segunda-feira de carnaval, Izadora Morgan Luchetta viajava por uma rodovia estadual do Paraná. Artista plástica, seguia com a certeza de retomar a Florença, onde faria, em breve, uma exposição. Mas, naquela mesma hora, em outra estrada, um caminhão perde o freio no instante em que a irmã mais velha de Izadora e dois amigos passavam, indo para a praia. Eles nunca mais viram o mar. E Izadora não voltou para a Itália. Um minuto e a vida que tinha deixado de existir Izadora encontra um quarto vazio e uma casa às escuras. A cada dia, retomar a inspiração parece mais surreal. Até que Paolo bate à sua porta. E a paixão, quase secreta, vira tudo de cabeça para baixo, novamente.

O livro conta uma história que poderia acontecer com qualquer um de nós. Me senti muito próxima dos personagens assim. Aquele momento de nossas vidas, quando achamos que estamos conseguindo planejar tudo, está tudo correndo bem até que em uma fração de segundos toda essa realidade muda.

Estamos falando de Izadora, uma artista plástica, que está vivendo um momento ótimo na sua carreira, está preparando tudo para sua exposição em Florença na Itália e com grandes projetos para o futuro, porém uma série de episódios atrasa sua estreia e ela acaba voltando para o Brasil para passar um período com sua família em Curitiba. E então, ela sofre uma perda irreparável e precisa reinventar toda sua trajetória. Sua irmã e amigos morrem em um acidente enquanto viajavam para praia. Seus planos mudam completamente e ela terá que tentar superar essa perda e seguir adiante.

A autora nos faz refletir sobre a efemeridade da vida. A forma como um evento pode mudar tudo, transformar nossas vidas para sempre e não podemos controlar, ao contrário. Teremos que reaprender a viver com essa nova realidade e depois que conseguirmos curar essas feridas sentimentais, reencontrar a felicidade, a pesar de tudo. 

Essa é uma história que nos emociona, nos faz refletir. Passamos a ver a vida de uma outra forma e as pessoas que estão ao nosso redor. Quando perdemos alguém que realmente amamos, essa situação nos mostra que não somos eternos, que precisamos valorizar cada instante. Uma leitura que com certeza, vale a pena conhecer e compartilhar. Agradeço demais essa oportunidade e desejo muito sucesso. 



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SOBRE A AUTORA

Dany Fran nasceu em Maringá, no Paraná. Jornalista, atualmente é editora do programa Caminhos do Campos, da RPC. A notícia edita suas horas e a literatura pulsa seus dias. Tem crônicas e contos publicados em antologias e e-books.  Este é o seu primeiro e único romance publicado. Elas me atraem, e me repelem de tudo o que se movimenta. E me movimenta! Jornalista desde 2000, ‘Dias Nublados’ (2015) despertou um outro jeito de ouvir (inclusive as minhas tantas vozes) e narrar. Entre as notícias e a literatura, a ficção virou realidade! E o real, bem… ele vai sempre inspirar o que eu imagino. Problemática com números e ligada às pessoas, edito o Caminhos do Campo – RPC e escrevo, cada vez mais, apaixonada. Irmãs de Palavra é uma vitamina, das melhores. Porque não precisa ter sentido, mas ser sentido. Estampei essas palavras na parede da sala. Memória fraca. Não vivo sem café. Nem sem o barulho da Valen e do Pedro, crias minha e do Tá. Tenho queda por historinhas que me dão porradas. Modelão Eliane Brum, Clarice… nesta vibe seguem as séries. Quase outro vício. Mas perde, de longe, pelas horas que eu consumo virando páginas. Ah… eu ainda prefiro ‘tocar’ e cheirar o papel!








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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O PRÍNCIPE CORVO | AUTORA: ELIZABETH HOYT | RESENHA


Título: O Príncipe Corvo | Autora: Elizabeth Hoyt
Editora: Record | Ano: 2017 | Páginas: 328 
Nota: ★★★★★


Há livros que nos conquistam logo à primeira vista e esse foi um deles. Logo que vi a capa no site da Saraiva, já adquiri o meu exemplar, chegou semana passada e li no mesmo dia. Mas não acaba por aí, trata-se de uma trilogia, então já pode imaginar minha ansiedade para continuar lendo O Príncipe Leopardo (já em pré-venda) e O Príncipe Serpente (em breve). Vem conhecer e se apaixonar também...


SINOPSE
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. Em que ela deve fazer o inimaginável... O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. E encontrar um emprego. Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender às suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos com o conde como seu desavisado amante.


O Príncipe Corvo chama atenção desde sua capa, bem diferente, com traços dourados, conta com uma ótima diagramação interna e páginas levemente amareladas. Quando a capa é linda, ela nos ajuda a construir a personalidade e aparência dos personagens e assim fui me deixando levar pela narrativa, imaginando um Edward bonito, forte, rude mas com traços apaixonantes. Enquanto que Anna, uma mulher forte, destemida, que não mede esforço para realizar suas vontades. E não me enganei.



Essa história é ambientada na Inglaterra, em 1760. Nossos personagens estão passando por uma fase conturbada em suas vidas. Anna está viúva e passando por dificuldades financeiras, precisa urgemente conseguir um emprego. Já Edward de Raaf, é solteiro e vive em propriedade, é o Conde de Swartingham, trabalha em prol da melhoria das condições agrícolas daquela região, ele precisa urgente de um secretário. Não imaginava contratar uma mulher, mas Anna demonstra desde o primeiro momento ser exatamente a pessoa que ele busca, em muitos sentidos. Mas o Conde prefere não ceder aos sentimentos que começam a surgir entre os dois, e decide por esquecer Anna nos braços de outras mulheres em um dos mais conhecidos bordel de Londres "Gruta de Afrodite".

Anna descobre as intenções do seu patrão, e o antecede, se vestindo como uma dama misteriosa com uma máscara e se infiltra em meio as outras garotas no bordel. Ele termina a escolhendo e a leva para o quarto, eles só não imaginavam que seria a noite mais inesquecível que viveram até agora. Ele propõe que se vejam novamente, e a partir daí a cada encontro, vai se tornando cada vez mais arriscado para Anna que já não consegue esconder o sentimento que tem por ele.  


A leitura é bem interessante do início ao final, prende nossa atenção devido aos perigos, as cenas mais hots e as reviravoltas que vão acontecendo durante a história. Um ponto que gostaria de chamar a atenção também é que a autora insere um livro de nome "O príncipe Corvo" dentro da própria narrativa no início de cada capítulo, como se estivéssemos acompanhando a leitura que Anna faz de uma outra história de amor. Se você é fã de romances de época, com certeza, você irá se encantar por esse livro, vale a pena ter na coleção.  


RESENHA EM VIDEO



Livro disponível nas principais lojas virtuais:
AMAZON | CULTURA | SARAIVA 


SOBRE A AUTORA






Elizabeth Hoyt é a autora de romance de época mais querida das americanas e best-seller do New York Times, do USA Today e da Publishers Weekly. Ela é autora de mais de vinte livros e mora em Minneapolis, Minnesota.










CONHEÇA A TRILOGIA
O PRÍNCIPE CORVO + O PRÍNCIPE LEOPARDOO PRÍNCIPE SERPENTE





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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

MEDO CLÁSSICO | EDGAR ALLAN POE | DARKSIDE BOOKS | RESENHA


 Título: Medo Clássico | Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Darkside Books | Páginas: 367 | Ano: 2017
Nota: ★★★★★

Olá !!! Vejam só a leitura que compartilho com vocês dessa vez. Nada menos que a nova e definitiva versão dos contos de Edgar Allan Poe, Medo Clássico, publicado pela Editora Darkside Books, em capa dura, com uma ótima produção e lindas ilustrações. Os contos estão divididos em blocos temáticos o que ajuda a termos uma melhor visão da obra do Autor. Esse é o volume 1, e breve teremos também a continuação. Para os fãs do autor, um livro indispensável na sua coleção. 


SINOPSE
O mestre maior do terror ganha sua edição definitiva. Nunca mais houve um autor como Edgar Allan Poe. Nunca mais haverá uma edição como esta. “Edgar Allan Poe: Medo Clássico” é uma homenagem ao mestre da literatura fantástica em todos os detalhes: da capa dura à tradução primorosa, além das belíssimas xilogravuras do artista gráfico Ramon Rodrigues. Pela primeira vez, os contos de Poe estão divididos por temas que ajudam a visualizar a grandeza de sua obra: a morte, narradores homicidas, mulheres etéreas, aventuras, além das histórias completas do detetive Auguste Dupin, personagem que inspirou Sherlock Holmes.“Edgar Allan Poe: Medo Clássico” apresenta ainda o poema “O Corvo” na sua versão original em inglês e nas traduções para o português de Machado Assis e de Fernando Pessoa, além do clássico ensaio sobre o poema, “A filosofia da composição”. O livro traz ainda o prefácio do poeta francês Charles Baudelaire, admirador do autor e seu primeiro tradutor na França.Este é um dos primeiros títulos da coleção Medo Clássico da DarkSide® Books – que inclui outros autores eternos como Mary Shelley, Bram Stoker e H.P. Lovecraft –, sempre com texto integral, extras, notas e ilustrações exclusivas de renomados artistas brasileiros, em um projeto feito de fã para fã por quem ama e reverencia os grandes mestres da escuridão.“O melhor de Poe nunca envelhece. Seus contos ainda nos deixam maravilhados. E suspeito que eles serão eternos.” – Neil Gaiman


Sinceramente, não sei desde que idade eu já conheço as obras de Poe. Lembro que desde sempre ouvi o nome dele nas versões para o cinema. Anos depois também comecei a ler seus contos. Ano passado eu participei de um grupo literário para leitura e resenha desses contos, já tenho alguns posts aqui no blog. E agora, achei interessante também adquirir essa obra lançada pela Darside que com certeza está incrível. 



Os contos de Poe sempre tem aquela atmosfera de terror com um final sempre surpreendente e inusitado. Mescla situações aparentemente normais e vão até o mais fundo e escuro dos sentimentos humanos. Lembro que alguns dos primeiros contos que tive contado foi "O Corvo", acho que o mais conhecido, e "O gato preto" (que final foi aquele?).



LISTA DE CONTOS
= resumos =

O poço e o pêndulo
Preso pela Inquisição, o personagem desta história não sabia qual seria o seu fim. Tem um poço fundo abaixo e acima, há um pêndulo com a ponta a afiada como lâmina. Demônios horrendos decoram as paredes de metal. As únicas companhias são ratos com olhos grandes e redondos e o eco da sua voz aterrorizada. Isso tudo o enlouquece. Publicado originalmente as vésperas do Natal, em dezembro de 1942. O conto causou polêmica ao abordar com ironia e crueldade, a intolerância e o preconceito religioso que marcava a sociedade naquela época.

A queda da casa de Usher
O conto é narrado pelo amigo de Roderick Usher que vai visitá-lo e fica impressionado com a atmosfera do lugar. O dia está cinzento e Usher encontra-se melancólico, perturbado e com aspecto cadavérico, o que faz ele ficar preocupado. O que mais repercutia era o fato da irmã de Usher estar com uma doença longa e severa. A morte da mulher, logo após a chegada do narrador, deixa Usher ainda mais melancólico. Eles a enterraram em uma cripta abaixo da mansão, mas ele acredita que ela estaria na verdade apenas adormecida, e os barulhos estranhos que vem com uma grande tempestade faz com que seus argumentos pareçam verdadeiros. É impressionante o modo como ficamos agoniados, conforme vão sendo relatados o ambiente, a condição dos personagens e o desenrolar da história. 

O baile da Morte Vermelha
A morte rubra é uma doença que devastou o país ocasionando a morte de metade da população; e para evitar maiores preocupações, o príncipe, resolveu convidar mil amigos para a sua fortaleza a fim de se protegerem de tal doença, criando um "novo mundo" no qual só estariam presentes pessoas saudáveis, divertidas, da alta sociedade e com títulos de nobreza. Passaram-se cerca de seis meses e o príncipe ofereceu um baile de máscaras aos convidados que ali estavam, com o intuito de comemorar a vitória de estarem saudáveis protegidos e invulneráveis. O palácio havia sete salões, onde no meio de cada parede havia uma enorme e estreita janela gótica abria-se e seus vitrais variavam de acordo com o tom dominante do aposento. Cada salão havia uma cor predominante, mas somente no sétimo salão, que estava totalmente revestido na cor preta, a cor das janelas não correspondia à decoração. Nesse salão havia um pêndulo que oscilava e a cada hora emitia um som que ocasionava desconforto e tremor. Ao soar da meia noite os amigos do príncipe temeram a presença de um vulto mascarado que até então não havia chamado a atenção de ninguém. O mascarado estava fantasiado do tipo "morte rubra" e ali penetrou como um ladrão noturno e um a um, foram todos os foliões, nos salões da orgia, orvalhados de sangue, morrendo na mesma posição. Verifica-se que o conto retrata uma situação que acontece até nos dias atuais, o egoísmo, a individualidade. O príncipe, como detentor do poder e responsável por zelar pelo bem comum, por oferecer segurança, saúde, bem-estar social, não pensou na coletividade ao tomar a iniciativa de criar uma fortaleza. Pelo contrário, este, visando não se conturbar com o que estivesse acontecendo “lá fora”, criou tal fortaleza pensando unicamente no seu bem-estar e no das pessoas “importantes”. Entretanto, o texto mostra que a morte, a doença, a enfermidade irá alcançar a todos. Não existe invulnerabilidade para as pessoas de classe social superior; as pessoas se fecham em seu “mundo” e esquecem o próximo. Somos todos iguais, sem distinção de qualquer natureza, e, não somente as atitudes dos detentores do poder, mas as nossas também, devem ser pautadas na promoção do bem-estar da coletividade, da sociedade, da maioria.

O gato preto
Conta a história de um homem que adorava animais, depois de se casar, ele continua criando e o seu preferido era um gato preto que acompanhava ele a todos os lugares. Ele tem o péssimo hábito de beber, começa a desprezar e maltratar o gato. Um dia durante um ataque de fúria ele fura um dos olhos do bichano, não satisfeito com a maldade ele enforca o gato, mas como conseqüência ocorre um incêndio em sua casa e só uma parede fica semi-erguida com uma terrível figura de um gato enforcado desenhada pelas labaredas que consumiram a casa. Arrependido, cheio de remorso com seu ato e também angustiado com o recado sombrio que o gato havia lhe deixado o homem passa a procurar outro gato com as características do anterior. Numa noite de boêmia acaba encontrando um que era muito parecido, pois era negro e também era cego de um olho e possuía uma características singular; trazia no peito desenhado em branco a figura de uma forca em meio ao seu pelo negro. O homem passa a odiar esse gato também, mas sua esposa passa a ter uma predileção especial pelo animal.Um dia ao visitar a adega que ficava no sótão da casa o gato quase derruba o homem escada abaixo e esse num ato de fúria se apossou do machado e só não matou o gato porque sua esposa o impediu de desferir o golpe, sem pensar muito e cheio de ódio o homem lança o machado na cabeça de sua esposa que cai morta sem gritar. O homem resolve esconder o corpo atrás de uma parede na adega e sai à procura do gato que por quatro dias não aparece para seu alívio. Mas sobre as suspeitas da policia o homem recebe a visita de investigadores que pedem para ver a casa, o homem acompanha-os por todos os cômodos e ao chegar na adega com a expressão de tranqüilidade mostra o cômodo aos policiais que nada encontram e já estavam de saída quando o homem resolve falar da construção maciça de casa quando um tijolo da parede onde se encontrava a sua mulher estava cai e ouve-se um grito incomum e inumano, os policias logo se apressam em derrubar a parede e descobrem o corpo da mulher já em estado avançado de decomposição e sobre sua cabeça a figura de um gato preto com a boca entreaberta e um olho faiscando de raiva.

O barril de amontillado
O barril de Amontillado é um texto sobre um homem que busca vingança por causa que seu amigo Fortunado havia lhe insultado. E então em uma tarde de carnaval encontra Fortunado e como sabe que ele adora vinhos convida ele para ir até a sua adega com a proposta de lhe mostra o vinho Amontillado que havia recebido naquele mesmo dia. A adega era muito grande demoraram muito tempo para chegar até o tal vinho Amontillado e enquanto não chegavam ao vinho iam conversando. Até que depois de muito tempo chegaram ao lugar certo e havia um local com grande profundidade em que Fortunado desceu, pois seu amigo falou que o vinho estava lá e sendo assim enquanto Fortunado procurava o vinho seu amigo começava a fazer uma parede para prender seu amigo lá.


O coração delator
A história tem início com um homem narrando os fatos sobre um lugar onde ele trabalhava para um velho que tinha um olho azul envolvido por uma membrana. O velho nunca tinha feito mal ao homem, mesmo assim ele ficava cada vez mais incomodado com ele. Uma certa noite, enquanto o velho dormia, ele vai ao seu quarto com uma lanterna e faz barulho sem querer, acordando-o. A tensão no quarto escuro aumenta ainda mais e o homem consegue ouvir as batidas de seu coração. Isso o perturba e ele abre a lanterna, conseguindo ver apenas o olho branco do velho. Furioso, ele se lança sobre a cama e o derruba no chão, matando-o. Depois, quando o coração para de bater, ele esquarteja o cadáver e o esconde embaixo do chão. No dia seguinte, os policiais vão até sua casa para investigar o sumiço do velho. O homem está tranquilo, até que começa a ouvir novamente as batidas do coração do velho, e isso o aflige. Os policiais não ouvem o coração bater, e sua aflição só aumenta, até que ele revela o crime que cometeu. O conto é narrado em primeira pessoa, e é interessante observar como a loucura e aflição do narrador cresce ao longo do conto, enquanto ele conversa com o leitor.

Os assassinatos da Rua Morgue
A história começa, quando Dupin e seu amigo leem no jornal a noticia de que havia ocorrido um crime ainda sem solução, na Rua Morgue, crime ao qual era bastante macabro e acabou vitimando duas mulheres. Dupin fica bastante curioso com os assassinatos e resolve juntar pistas e desvendar o tal mistério. Os métodos usados por Dupin assemelham-se muito com os de Sherlock Holmes, dando a entender que seu amigo, o personagem que narra, pode muito bem passar-se por Watson, já que o mesmo é o seu companheiro nessa trajetória e o admira de maneira bastante peculiar, assim, nosso personagem consegue desvendar o tal crime e deixar o leitor surpreso com quem realmente é o tal assassino. 

O mistério de Marie Rogêt
O conto é baseado na história verídica do assassinato da jovem Mary Cecilia Rogers, ocorrida em Nova Iorque. Na ficção, Marie Rogêt é encontrada morta boiando no rio Sena, em Paris, após ficar alguns dias desaparecida. No dia do ocorrido, a jovem saiu de casa cedo dizendo que ia visitar uma tia e que só iria voltar à noite. Ao encontrarem seu corpo a principal suspeita recai sobre seu noivo, porém ele também é encontrado morto dias depois. Para ajudar a solucionar o caso, o delegado da cidade convida o detetive Dupin a fazer suas investigações. Utilizando as matérias que saíram em diferentes jornais de Paris, Dupin traça um panorama diferente. O autor escreve de forma refinada, porém clara e de fácil entendimento. É uma narrativa atraente, apesar de rápida. 

A carta roubada
Anos de 1800, Auguste Dupin mora em Paris com um amigo (narrador). Certo dia entra em sua residência o delegado da polícia parisiense, Monsenhor G., em busca de conselhos para solucionar o roubo de uma carta. Conta que a carta fora roubada pelo Ministro D., de dentro dos aposentos reais e descreve o aspecto da carta. O delegado já fizera todas as buscas e diz a Dupin que pagaria 50 mil francos a quem o ajudasse a solucionar o caso. Dupin, surpreendendo a todos. Uma vez que conhecia o Ministro, enquanto conversavam, observou um porta-cartas pendurado no meio da lareira, com um documento que reconhecera ser a carta procurada. Reconhecera pelo selo, pois seu aspecto havia sido disfarçado. Arma um plano de aproveitar alguns descuidos para trocar a carta e conseguir a original.

Berenice
Conto publicado originalmente na Southern Literary Messenger em 1835. Egeu está prestes a se casar com sua prima Berenice, que possui tendências a cair em períodos de intenso foco e a separar-se da realidade. Berenice começa a padecer de uma doença desconhecida até que a única parte do seu corpo a permanecer saudável, que são os seus dentes, os quais Egeu desenvolve uma obsessão. O conto é narrado por Egeu, que de início nos relata como era sua personalidade e de como viveu boa parte de sua vida no solar da família. Ele fala da prima e de quão diferentes eles eram. Passava o tempo confinado na biblioteca enquanto a garota vivia ao ar livre, contemplando o campo. Egeu é um homem de frágil constituição, ao contrário de sua prima Berenice, desde cedo dotada de extrema saúde e beleza. 

Ligeia
O conto foi publicado no ano de 1838. Ligeia é uma mulher frágil, de longas tranças negras e olhos grandes cor de ébano, de uma beleza singular. Dotada de uma vasta cultura e de uma indomável vontade de viver. Mas a morte a tira do homem que a amava. A história é contada sob o ponto de vista do seu esposo. Ele narra em detalhes sobre a beleza extrema de sua amada, mas não recorda em que momento se apaixonou por ela. Depois de um tempo juntos, Lgeia adoece e morre. Antes, pede que seu marido leia um poema que narra sua tragédia de vida, escrito por ela. Após a morte, ele está devastado e parte para a Inglaterra, e lá ele casa com uma outra mulher, Lady Rowena. Ela também demonstra ter uma saúde frágil e chega quase a morrer, embora se recupere.  Ele se entrega aos vícios do ópio e nada mais parece fazer sentido em sua vida. Há certo misticismo na figura de Ligeia, enquanto Lady Rowena carrega traços de racionalidade. O narrador vê a morte de sua segunda esposa e encontra nela um possível 'retorno' da figura de sua primeira amada. As descrições são minuciosas e deixam o leitor preso às amarras de sua narrativa.

Eleonora
Publicada pela primeira vez em 1842, conta a história de dois primos. O local é descrito, onde vive com a jovem e a mãe dela, sua tia. Passam-se 15 anos vivendo ali, até que a paixão aflora de ambos os lados. Porém, o destino se revela cruel quando percebe-se que Eleonora está doente e seus dias de formosura na Terra estão prestes a ser reduzidos. Ela não teme a hora final, e o rapaz promete não ficar com mais ninguém. Algum tempo depois, o narrador resolve ir embora do Vale onde passou a infância, e chega numa estranha cidade. Lá, conhece Ermengarda e a promessa que tinha feito a sua prima está prestes a ser quebrada. Eleonora é um conto que pode ser considerado autobiográfico.

Manuscrito encontrado numa garrafa
Um narrador anônimo conta a sua terrível experiência a bordo de um navio apanhado por uma tempestade. Apenas o narrador e outro homem sobrevivem e ficam à deriva até os mares do sul. Mais tarde, o navio entra em um redemoinho e choca com uma embarcação onde a tripulação parece viver noutra dimensão do tempo. O mar nunca pareceu tão sombrio e enigmático. O mar é cheio de mistérios, sobrenatural e superior ao homem que o submete a seus caprichos e as suas vontades. O vento que sopra sobre ele dá-lhe um aspecto selvagem, como se fosse a própria morte que deseja tragar os “intrusos” que se aventuram pelas grandes águas marinhas. O mar surge como um personagem, um antagonista que vai se opor ao angustiado protagonista que luta pela vida.

O escaravelho de ouro
O narrador costuma visitar o amigo William Legrand em uma ilha. Esse amigo mora lá com um criado, Jupiter, um negro já idoso. A maior diversão de Legrand parece ser procurar objetos exóticos na praia. Em uma dessas visitas, o narrador se depara com William super empolgado pro uma nova descoberta: um escaravelho (tipo de besouro) dourado, algo nunca antes visto. Legrand desenha o inseto para o amigo, que acha que o desenho está mais parecido com uma caveira, o que deixa o desenhista bem chateado. Dias depois, o criado Jupiter vai levar uma carta de Legrand para o narrador, e conta que o patrão não parece normal. Preocupado, ele acompanha o idoso até a casa do amigo, e encontra William com um plano bem estranho que inclui fazer o pobre Jupiter subir numa árvore enorme. Foi uma leitura que já me prendeu, o cenário e os personagens eram interessantes e podiam ser imaginados com facilidade. Fui me surpreendendo de uma forma boa conforme as coisas foram sendo reveladas e com a inteligência do Will. O conto traz uma caça ao tesouro, algo que é bem fascinante.

Nunca aposte a cabeça com o diabo
Toby era um apostador incurável que vivia apostando para tirar algum proveito dos outros. Desde bem pequeno apontava para o final que poderia ter: com um ano já xingava e praguejava. Sempre terminava suas sentenças com “aposto o que você quiser”, “aposto isso, aposto aquilo”, mas a mais usada era “aposto minha cabeça com o Diabo”. De tanto dizer isso, o amigo ficou preocupado, sentia-se até mal perto dele, de tanto ele repetir “aposto minha cabeça com o diabo”. Um dia, os dois iam andando a caminho do rio e lá havia uma ponte coberta e muito escura. Iam atravessando, quando tiveram que passar por uma catraca. O amigo passou como de costume, mas Toby inventou de pular por cima, e claro, fez a aposta. Ao dizer “aposto minha cabeça com o Diabo que consigo pular”, ouviram um velho coxo cumprimentar. Bem apanhado, camisa branca, gravata e um estranho avental preto de seda. Apertou a mão de Toby e disse que fosse em frente, que gostaria de assistir ao salto. O moço tomou distância e pulou. O amigo teve a impressão de que ele fosse conseguir, mas aí Toby cai estatelado no chão, de costas. Rapidamente o velho enrolou algo no avental e saiu. O amigo se aproximou para ajudar Toby, mas já era tarde. Faltava-lhe a cabeça. O amigo olhou para cima e viu que no teto da cobertura da ponte havia uma barra de ferro e alguns ganchos. Nem para enterrá-lo havia dinheiro, ninguém queria pagar a conta. O que sobrou de Toby acabou sendo vendido como comida para cachorro. Os contos de Poe sempre traz um lição, neste caso, mais do que a vulgaridade das apostas ou a teimosia, a lição pode ser o clássico “cuidado com o que você deseja”.  

O Corvo
Publicado pela primeira vez em 1845, é um trágico e assustador poema sobre um corvo que assombrosamente aparece como um (espírito?) a bater na porta de um homem que está perturbado com a perda de seu amor Lenore. Essa edição da DarkSide é sensacional. Uma edição bilíngue, o original em inglês e as duas traduções, a portuguesa de Fernando Pessoa e a brasileira de Machado de Assis e uma análise de Poe feita por Charles Baudelaire, seu tradutor e um dos principais divulgadores de sua obra na Europa, acompanhadas das ilustrações de Édouard Manet. O corvo é um poema aparentemente simples, que tem uma variedade de interpretações óbvias. No entanto, cada leitor pode tirar algo diferente do poema. 



Poe será um autor sempre lembrado por suas obras, por seu estilo. Esse livro é uma daquelas obras que nos inspiram. As ilustrações são simplesmente lindas. Encontramos também a versão original de O corvo e mais versões traduzidas, além de imagens da casa onde Poe viveu. Uma leitura que com certeza vale muito a pena.





RESENHA EM VIDEO

E aqui resenhas de alguns contos quando participei 
do grupo de leitura conjunta:





Livro disponível nas principais lojas virtuais:




SOBRE O AUTOR


Edgar Allan Poe (1809-1849), poeta, crítico e contista, nasceu em Boston, representando uma tendência à parte do movimento geral do Romantismo nos EUA. Sua tendência sempre pelo fantástico, misterioso e macabro. Poe personifica uma das tendências mais marcantes do movimento romântico transplantado da Inglaterra para a América. A vida de Edgar Allan Poe foi marcada pelo sofrimento. Seus pais eram atores de teatro. Depois que Edgar nasceu não se ouviu mais falar de seu pai. A mãe faleceu pouco tempo depois, vítima de tuberculose. Ele e seus irmãos foram adotados por John Allan e sua esposa, prósperos negociantes em Baltimore, onde Poe frequentou a escola primária. Depois estudou na Inglaterra e, em seguida, na Universidade de Virgínia (EUA).

Desde cedo Poe demonstrou interesse em ser escritor e isso desgostava o Tio Allan, que era um homem de negócios e não se conformava com a determinação do garoto. Isso fez com que Poe crescesse com o sentimento de que o tio o rejeitava. Publicou seu primeiro livro de poemas pouco depois de abandonar a Universidade. Dedicou-se à carreira militar, sabendo que não poderia viver só de literatura. Mas não se adaptou à disciplina militar e deixou a carreira das armas. Passou a escrever para viver e se tornou editor de uma conceituada revista de Richmond: a “Mensageiro Literário do Sul”. Casou-se com Virgínia, uma prima bem jovem. Pouco depois, perdeu o emprego, passou por dificuldades financeiras, a esposa adoeceu e, apesar de sua dedicação ao cuidar dela, ela faleceu. 

Edgar Allan Poe foi o mais romântico dos principais escritores americanos. Em suas obras, ele não se preocupava em abordar os problemas entre o bem e o mal, nem tampouco dar lições de comportamento. Ele acreditava que, se fosse capaz de criar a beleza e tocar a sensibilidade dos seus leitores, já era o bastante. Ele acreditava que nada seria mais romântico que um poema sobre a morte de uma mulher bonita. Muitas de suas obras exploram a temática do sofrimento causado pela morte de uma amante. Outra característica de sua poesia é a musicalidade, dando a impressão de que o som é mais importante que o sentido.

Edgar Allan Poe é considerado o “criador” do conto policial, mas seu principal mérito está na habilidade com que montava suas histórias. Ele as planejava como um bom arquiteto planeja um edifício, envolvendo o leitor de tal maneira que o conduz “hipnoticamente” ao desfecho da história. Isso revela o dualismo de sua arte e personalidade: de um lado “visionário e idealista”, mergulhado em poemas de tristeza e narrativas de horror e policiais. Um homem de vida conturbada, dominado pelo vício do álcool e excesso de ópio. Por outro lado, era um “artesão exigente”, um escritor que orgulhava de sua técnica e do racionalismo com que criava suas histórias. É essa dualidade que o projeta como um dos mestres da literatura mundial.

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